Sábado, 2 de Outubro de 2004

O Regresso dos Verdadeiros Heróis

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“Emoção, orgulho e uma festa digna de heróis. A Missão lusa aos Jogos Paraolímpicos voltou ontem a Portugal com 12 medalhas na bagagem e foi alvo de uma recepção gloriosa no Aeroporto de Lisboa. Ouviram-se cânticos, entoou-se o hino nacional, contiveram-se as lágrimas e por um dia a igualdade venceu”.



Foi com esta frase, que um jornal desportivo português, começou por descrever o epílogo da prestação Lusa nos Jogos Paraolímpicos de Atenas 2004.



Felizmente, por alguns momentos, estes “Verdadeiros Heróis Nacionais” não sentiram nenhuma discriminação em relação aos ditos normais. E merecem, sem dúvida, mais do que ninguém (mais do que os Atletas Olímpicos Lusos, ”ditos normais”, salvo umas raras 5 ou 6 excepções à regra), esta ovação.



Mas será que é assim no dia- a- dia?



Será que os deficientes Portugueses terão os devidos apois do nosso Estado?



Lembro-me agora, de um caso, passado à pouco tempo num jornal televisivo, que contava a história de uma mulher, que teve que se divorciar do marido, que estava em cadeiras de rodas, para ter os devidos apoios que necessitava.



Será que situações como estas, terão que acontecer para que os deficientes sejam valorizados pela nossa sociedade?



Ainda há pouco tempo escrevi um artigo, para um trabalho que eu “tinha em mãos”, a falar precisamente sobre os problemas que os deficientes passam no dia- a –dia.



Acontece que, a nossa sociedade, tem memória curta. O que hoje é grande, amanhã já será pequeno… o que hoje é efémero, amanhã já será eterno.



Mas a minha questão é a seguinte:



Será que continuarão os deficientes, ter de passar pelos mesmos problemas?



A dúvida será sempre a mesma, os problemas continuarão sempre a existir.



Por isso em jeito de conclusão, gostaria de deixar uma frase, que aqui à algum tempo, passou na televisão e serviu de campanha publicitária:



“Todos diferentes… todos iguais”



(será que isto, na prática, seja assim mesmo?)

publicado por Pica às 00:44
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4 comentários:
De Anónimo a 5 de Outubro de 2004 às 16:21
Em primeiro lugar, fico contente por teres vindo visitar o meu blog, e por seres uma leitora assídua (segundo as tuas palavras).
Em segundo lugar, concordo com o que disseste, apesar de num futuro próximo, se os nossos paraolímpicos tiverem mais apoio da nossa federação (já que a nossa federação preocupa-se mais com o desporto rei do que com estas questões... mas isso é outro assunto) seja mesmo possível bater muitos mais recordes nacionais. Relativamente a tua questão, eu não sou um verdadeiro "expert" para falar sobre esse assunto, mas na minha opinião, acho que éticamente será mais correcto dizer "pessoa portadora de uma deficiencia" do que deficiente, pois a palavra deficiente pode ter uma conotação um pouco negativa. Por outro lado existem muitos tipos de deficiencia (a nível mental, físico, por exemplo) embora a palavra deficiencia seja mais conotada, como uma latência, que a pessoa tem, a nível mental e não a outros níveis; por isso é importante referir, convenientemente, a deficiencia de que a pessoa é portadora. (mas, como disse, nesses assuntos sou um bocado leigo... é melhor investigares por ti mesmo). Beijinhos!!!Pica
(http://Picanucu.blogs.sapo.pt)
(mailto:NunitoSantos@iol.pt)


De Anónimo a 5 de Outubro de 2004 às 10:34
já há bué que n vinha ler estas cenas,este post nem parece teu;tás de Parabéns,assim como os nossos atletas paraolímpicos,pois esses sim, foram para atenas com o grande espírito olípico no coração,Tinham ambições,objectivos altos,conquistar medalhas,bater recordes paraolímpicos,e conseguiram;não foi como os atletas olímpicos cujo objectivos, como eles disseram nas reportagens,foi bater recordes nacionais(viu-se o resultado). E já de agora diz-se pessoa com deficiencia ou portadora de uma deficiencia e não deficinte,o significado dos termos muda muita coisa.bjitos e até à próxima.justme
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(mailto:justme@clix.pt)


De Anónimo a 2 de Outubro de 2004 às 01:38
Concordo com o teu ponto de vista, infelizmente as diferenças entre pessoas normais e deficientes continuam a ser acentuadas no nosso País, e isso reflecte-se na desigualdade de acessos aos mais diversos serviços (mesmo os mais básicos). Ás vezes basta só uma pequena mudança de mentalidade, para que essas ditas diferenças, sejam atenuadas, mas por vezes na mentalidade das pessoas prevalece mais o comodismo do que a eficácia. Beijos!!!Pica
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De Anónimo a 2 de Outubro de 2004 às 01:09
O que muitas vezes passa ao lado é que a sociedade somos TODOS nós.Parabéns aos nossos "Olimpicos-com-Par" = Paraolimpicos, que conseguem com a união de toda a familia, dar exemplo de como a sociedade também pode ser diferente com uma valorização das capacidades de cada um. Talvez quando não precisarmos de lutar por uma igualdade, seja sinal de que ela já existe. Obrigado pela visita :) Fiquem bem!GajaMa
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